Credito e Dividas

Move Brasil terá R$ 30 bilhões para crédito de veículos

ResumoO programa Move Brasil foi sancionado como política permanente de crédito e destina R$ 30 bilhões do BNDES para financiar veículos novos a taxistas, motoristas de aplicativo, entregadores e motoapps. As taxas de juros são de 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres.

O programa Move Brasil ganhou status permanente com a sanção da lei nesta segunda-feira (14). O BNDES reserva R$ 30 bilhões para financiar veículos novos a taxistas, motoristas de aplicativo, entregadores e motoapps, com juros de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 15 de setembro de 2026
Move Brasil terá R$ 30 bilhões para crédito de veículos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (14), a lei que institui linhas de crédito no programa Move Brasil para veículos novos. A medida torna o programa permanente e amplia o público elegível: além de taxistas, motoristas de aplicativo, entregadores e motoapps, o texto inclui agora motoristas de transporte escolar.

O BNDES reserva R$ 30 bilhões para o programa, conforme explicou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. "O BNDES dispõe de R$ 30 bilhões para gastar ao longo do tempo, de acordo com a demanda das trabalhadoras e trabalhadores", afirmou Elias. O valor será liberado conforme a procura, sem prazo fixo de esgotamento.

A adesão exige 6 meses de cadastro ativo em plataforma para motoristas e entregadores. O financiamento alcança veículos de até R$ 200 mil, com parcelamento em até 84 vezes, e inclui utilitários. As taxas são de 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres. Carros elétricos, híbridos, a etanol e flex também podem ser financiados. A habilitação é feita pela internet, no site do Move Brasil.

Para o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, o programa tem efeitos em três frentes. "Esse programa tem ganhos em várias frentes. Para os trabalhadores; para a economia do país, com recorde na venda de automóveis; e do ponto de vista ambiental, já que o programa foca em carros elétricos, motos elétricas, em carros híbridos. E que também permite que o trabalhador reduza o custo do seu próprio trabalho com combustível", disse.

Lula destacou a troca do aluguel pela parcela do financiamento. Para o presidente, o motorista de aplicativo ou entregador que compra o próprio veículo para de alugar carro ou moto, substitui o custo do aluguel pela prestação e reduz o desembolso mensal. "Saber que está construindo um patrimônio, é tudo que o Estado pode fazer", declarou.

O desenho do programa combina três vetores: ampliação do crédito para a base da pirâmide de renda, estímulo à renovação de frota e incentivo à eletrificação. A taxa diferenciada por sexo, 11,5% para mulheres contra 12,6% para homens, cria um diferencial de 1,1 ponto percentual no custo do dinheiro. Quem faz conta de financiamento sabe que essa diferença, ao longo de 84 meses, muda o valor final da parcela.

como simular financiamento de veículo

O programa também mira a redução do custo operacional do trabalhador. Ao trocar o aluguel pela parcela, o motorista migra de despesa recorrente sem ativo para formação de patrimônio. O ciclo sempre vira: crédito barato para quem tem renda instável tende a elevar a demanda por veículos novos, o que pressiona a cadeia automotiva a ampliar produção e, no limite, segura preços. impacto do crédito na indústria automotiva

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