Trigo fica firme em Chicago com hostilidades no Mar Negro
Os preços do trigo subiram em Chicago com a avaliação de conversas entre Ucrânia e Rússia sobre a circulação de navios no Mar Negro. O contrato fechou a US$6,62-1/2 por bushel, alta de 2,50 centavos. Soja e milho também firmaram, pressionados pelo clima quente nos EUA.
O mercado de grãos em Chicago fechou a semana com movimentos mistos, mas com o trigo mantendo-se firme. A alta reflete a avaliação dos operadores sobre as perspectivas de conversas entre a Ucrânia e a Rússia para manter a circulação de navios de carga pelos principais portos do Mar Negro, enquanto a guerra entre os dois países continua.
O trigo negociado na bolsa de Chicago fechou com alta de 2,50 centavos, a US$6,62-1/2 por bushel. A atenção continuou voltada para relatos de que a Ucrânia estaria discutindo possíveis mecanismos para manter a circulação de navios por seus principais portos de exportação, aumentando as esperanças de que as exportações do Mar Negro possam evitar uma grande interrupção, apesar da negação ucraniana.
O que sustenta o preço do trigo?
As avaliações da safra de trigo de primavera dos EUA mantiveram-se estáveis na semana passada, apesar do clima quente e seco registrado recentemente nas Planícies do Norte. Esse fator, combinado com as tensões geopolíticas no Mar Negro, cria um cenário de oferta incerta.
Impacto do clima nas lavouras americanas
Já os contratos futuros de soja firmaram-se após a divulgação de um relatório do Departamento de Agricultura sobre o progresso das lavouras, que indicou uma piora nas condições da soja devido a um período de calor no Meio-Oeste dos EUA. O contrato de soja para novembro, o de maior liquidez, encerrou o pregão em alta de 6,25 centavos, cotado a US$12,20 por bushel.
Pelo mesmo motivo, os futuros do milho subiram em Chicago, com o contrato dezembro encerrando em alta de 6,50 centavos, a US$4,805/bushel.
Como isso afeta o mercado brasileiro?
Para o investidor brasileiro, a alta dos grãos em Chicago tem impacto direto nos preços internos de commodities como soja e milho, que são referência para a formação de preço no mercado doméstico. A soja, por exemplo, é a principal commodity de exportação do Brasil, e a alta externa pode pressionar os custos de ração animal e, consequentemente, o preço das carnes.
O que esperar para as próximas semanas?
A tendência é de volatilidade, com o mercado monitorando de perto as conversas entre Ucrânia e Rússia. Qualquer sinal de avanço ou retrocesso nas negociações pode movimentar os preços. Além disso, o clima nos EUA continua sendo um fator de risco, especialmente para a soja e o milho.
Perguntas Frequentes
Por que o trigo subiu em Chicago?
O trigo subiu devido à avaliação de conversas entre Ucrânia e Rússia sobre a circulação de navios no Mar Negro, combinada com condições climáticas adversas nos EUA.
Qual foi a cotação do trigo?
O trigo fechou a US$6,62-1/2 por bushel, alta de 2,50 centavos.
O que aconteceu com a soja?
A soja subiu 6,25 centavos, para US$12,20 por bushel, após relatório do USDA indicar piora nas lavouras devido ao calor.
E o milho?
O milho subiu 6,50 centavos, para US$4,805/bushel, também pressionado pelo clima quente.
Como a guerra no Mar Negro afeta os preços?
A guerra cria incerteza sobre a oferta de grãos da região, o que pressiona os preços para cima, especialmente do trigo.